“Ah, tola, devia confiar menos, tão ingênua, acha que as pessoas se preocupam, mas nenhuma delas está se importando contigo. Típico dela, acredita, confia, se entrega, e no final se decepciona. Coitadinha, deveria cair menos nisso, nisso de amar. Mas a culpa não é só dela, é das pessoas que a enganam, digo, dizem coisas belas à ela, e depois vão embora, como se nada tivesse acontecido. O problema é essa confiança que ela coloca nas pessoas, ela esquece que as pessoas mente, tolinha. Até quando fará isso? Até quando vai confiar em quem não merece tua confiança? Eu sei, não devo generalizar, mas todos que se aproximaram, se foram, e pior ainda, se foram sem ao menos dizer uma única palavra. Como a pobre garota consegue aguentar tanto? Ela é forte, talvez, mas e o coração? Precisa de cuidados, e precisa mais ainda de um amor correspondido, urgentemente. E embora digam que a nossa garota seja uma pequena idiota, ela continua aí, confiando e se entregando, da maneira mais imbecil possível, mesmo que no final ela acabe ficando sem mais um pedaço do coração. Esta garota é tola, mas é uma tola que aproveita a vida como ninguém. Tão ingênua, tão eu.”